Segunda-feira, Abril 13, 2009

É ALAGOAS COMPATÍVEL COM O LIBERALISMO?

QUANDO LEIO algo nesse sentido, fico temeroso, tenho arrepios em pensar em reformas liberais, anarco-capitalistas, ou outras que envolvam um estado com E minísculo e Indivíduo com I maiúsculo. Concordo plenamente que são alternativas que podem levar ao tal do free-world, não é o fato em si que levo em consideração na minha fobia, mas, sabem, não consigo ver a aplicação correr como desejamos os liberais [é um pouco disparatado declarar-me liberal, mas faço para tomar partido, para que seja entendido o meu lado] sem reformas no campo - PENAL [okay, as reformas são em tudo que é campo, mas tem uma parte malévola da atual política que não larga o osso tão facilmente. A solução é: CADEIA NELES! E não é só aumentar as espécies de tipos penais, mas o rigor das penas mesmas, sua aplicação e cumprimento, a verificação da reincidência - caramba gabiru, está parecendo 'repórter' de 'jornal' policial].

INCIATIVAS LIBERAIS fazem muito mais sentido em lugares DECENTES, onde as [primeiras/ principais] iniciativas não possuam aquela velha intenção do lucro fácil, rápido, mafioso E impune. E, se tiverem, serão devidamente punidas, seja por leis, seja através da soberania do consumidor, que poderá optar por outros 'fornecedores'. Porém, claro, locais indecentes são os que mais precisam de medidas liberais, até para que exista a possibilidade de o consumidor [ou cidadão] ser esse soberano, como demanda a lei do livre mercado. Como conciliar as duas coisas? Simples, vamos colocar a máfia na jaula. Mafiosos existem em todo lugar, mas MORO EM ALAGOAS. Aqui os principais mafiosos são 'pessoas de bem', 'autoridades'. Livre concorrência? Não tão livre, meus caros, mesmo com menor interferência do estado, esses particulares disporão de verdadeiros exércitos para exercerem sua influência nem um pouco liberal [vide capitalismo de comparsas, ou de compadrio]. Mas é de se concordar que a livre iniciativa existirá, ao menos potencialmente, enquanto que, sem essas reformas, nem em sonho, já que o Estado teria que dar seu necessário aval, e esse está na mão dos calhordas, as decisões políticas não são vistas pejorativamente à toa, sabemos da promiscuidade dos políticos DE SUCESSO [dá um dó liberais defendendo o DEM e o PSDB. Parece que o bastão da ética e da salvação-do-país-de-uma-maneira-geral saiu da mão do PT e foi para eles; menos pior não quer dizer bom, diria outro mais sensato].

A IDÉIA E ESSA: um grande aliado contra esse compadrio escuso é o rigor do sistema penal. E, já sistema, por não ser só a letra da lei que precisa mudar, a sua aplicação também, ou o sul-maravilha reclamará para sempre que 'carrega' o nordeste nas costas [enquanto em brasília o valor dado ao nosso sotaque é bem outro...].

4 reclamações aqui:

Diogo disse...

A muito arguta observação do tio pode ser resumida em: "desregulamente tudo ao máximo".

Impressiona que com tal sutileza de raciocínio e genialidade nenhum país tenha adotado.

Acadêmicos...

No mais, impagável o dicionário do ROBERTO CAMPOS. Cade verbete vale mais que a obra inteira de muita gente venerada na ACADIMIA brazilêra.

Anônimo disse...

a dificuldade para um país adotar esse tipo de política é que quem adota políticas são os políticos e, para eles, controlar tudo é muito melhor. gera cargos para a patota e votos da galera que acha que, sim, o estado precisa ser paternalista. so não resolve pica nenhuma

Diogo disse...

Mas, ainda vale a ironia: haverá algum país sem políticos? Ou outro em que sejam todos economistas? [suponho que aí precisariam todos os eleitores serem economistas, pra que resolvessem elegê-los].

Anônimo disse...

daí que não é tão impressionante que nenhum país tenha adotado o liberalismo: políticos [profissionais da política, não economistas, advogados, medicos, etc] vão aprovar leis que os dê poderes ou que os tire? fora que essa de 'esse aí ajuda ao povo' é altamente eleitoreira...